Tempo de Solidão
“Uma vida que termina com a morte
é uma vida cheia de amargura.”
Dedicado ao poeta Jota Ribeiro (meu tio)
Que fatalidade…! Meu Deus…! Que fatalidade…!
Véus de mortalha, teu horizonte velam. Já é tarde…
Teu tempo de solidão, agora se inicia…
Mas não assim…! Não desta forma…! Não nesta agonia…!
Que fatalidade…! Que Deus seja contigo…!
Que sua piedade mitigue teu castigo…
Pois partes desta vida com graves danos,
Teu ideal perdido, coberto de enganos.
Nada plantaste, também nada colheste.
O tempo te enganou e não percebeste.
Eu, só agora, compreendendo da vida a trama…
É que entendo que de perdoar esqueceste,
Por isto, como uma vela solitária, derreteste,
num pires frio… sem calor… sem chama…
De Hyppólito (Elsio Poeta)
Poema composto em
meados de 2005
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