Tentações Noturnas
“Quando o santo se torna humano, o humano se torna blasfemo”
Poema composto nos anos
80
“Quando o santo se torna humano, o humano se torna blasfemo”
Poema composto nos anos
80
Dor…!
“Amoldar-se
à Dor é vencê-la” (Menotti Del Picchia)
Poesia feita para a Tese de Mestrado da Psicóloga Andréa
Santarelli Alves (minha esposa) “A repercussão da dinâmica familiar na
sintomatologia da fibromialgia”.
De uma paciente fibromiálgica: “Uma coisa é você
imaginar uma dor, outra é você sentir os limites dessa dor, ter uma relação
íntima com ela.”
Quem és,
“Dor”? Qual será teu significado?
Por que
sorrateiramente invades meus espaços,
e sobre meu corpo
estendes teus tentáculos difusos,
flagelando-o em
desacreditadas queixas,
subjugando-o em
telúricas paisagens?
Pudesse eu
descrever-te em palavras, mas… estas me fogem,
pois estás além do
limite de meu corpo e de minha mente.
És, talvez, o
espectro que silenciosamente assombra em meus umbrais,
ditando tediosamente,
dentro de mim, as penas de minha existência.
Quem és,
“Dor”? Por que insistes em me tocar, em me possuir,
passando noites a
questionar-me sobre a inutilidade dos remédios?
Por que velas meu
sono assim tão ciumenta,
erotizando meu corpo
em gemidos lancinantes,
legitimando nele o
sofrimento?
Por que me encarceras
em teus calabouços,
sob o jugo de
estereótipos infamantes?
Por que me acorrentas
a tantos rótulos,
estigmatizando-me em
histéricas loucuras?
Quem és,
“Dor”? Por que me acuas no temor do desconhecido?
É chegada a hora de
assumir todas as minhas heranças,
de quebrar todos os
“totens e tabus”,
de encarar enfim esta “Medusa”
e petrificar em mim
todos os medos.
Sou a Maria das
Dores… Sou aquela que passa e ninguém vê…
Meu corpo, por pontos
dolorosos, é formado.
Cada gesto meu é uma
dor que se exterioriza.
Eu sou o reflexo de
um espelho que se antagoniza
na incredibilidade do
que reflete.
Sim…! Sou a Maria
das Dores… Aquela que passa e ninguém vê…
Aquela que sofre,
mas… ninguém crê…
De Hyppólito (Elsio Poeta)
Poema escrito em 2005
“Superar os fantasmas do passado não é esquecer o que aconteceu,
mas impedir que o que passou dite o ritmo do que está por vir.”
Valdir Enéas Mororó Junior
Poema escrito em 2003
A infância é o único tempo em que o mundo cabe inteiro na mão.
Rubem Alves
Poema escrito em 2003
“Os tronos caem, os reis morrem, o tempo permanece”
Poema escrito em 2009
Eu sou o que fica quando tudo vai embora…
Poema escrito em 2002
Poema escrito nos anos
80