Dessepulta-me…!
“Amo-te até te destruir.”
(Inspirado em Clarice Lispector)
Acorda-me…!
Tenho andado dormindo por todos esses anos…
Restitua-me o sonho… as ilusões… as crenças…
Desata-me dos laços frios da indiferença…
Reconstitua o ser humano que havia em mim.
Dessepulta-me…!
Ressuscita no calor dos teus braços
a vitalidade de meu corpo e de minha alma…
Enlouqueça-me…!
Há muito tenho andado sonolento na razão…
Explora-me…!
Faça de cada parte de mim tua posse,
teu objeto, teu poder…
Submeta-me…! Restringe-me a ti!
Confine-me em teus calabouços…
Faça-me sentir a liberdade dos possuídos…
Contesta-me…!
Não aceite como tuas minhas verdades.
Reeduca-me como se eu fosse uma criança
brincando de ser homem pela vida…
Viola-me…!
Com teus olhos que conhecem a coragem
e que enxergam em mim a covardia…
Desdenha destes meus temores.
Ensina-me a ousar…
a não temer fracassos…
Liberta-me...!
Da redoma fria em que me isolei.
Reabra-me...! Disseca-me...!
E depois... Fecha-me...!
Com teu amor... para sempre...!
Dentro de mim...
Tenho andado dormindo por todos esses anos…
Restitua-me o sonho… as ilusões… as crenças…
Desata-me dos laços frios da indiferença…
Reconstitua o ser humano que havia em mim.
Dessepulta-me…!
Ressuscita no calor dos teus braços
a vitalidade de meu corpo e de minha alma…
Enlouqueça-me…!
Há muito tenho andado sonolento na razão…
Explora-me…!
Faça de cada parte de mim tua posse,
teu objeto, teu poder…
Submeta-me…! Restringe-me a ti!
Confine-me em teus calabouços…
Faça-me sentir a liberdade dos possuídos…
Contesta-me…!
Não aceite como tuas minhas verdades.
Reeduca-me como se eu fosse uma criança
brincando de ser homem pela vida…
Viola-me…!
Com teus olhos que conhecem a coragem
e que enxergam em mim a covardia…
Desdenha destes meus temores.
Ensina-me a ousar…
a não temer fracassos…
Liberta-me...!
Da redoma fria em que me isolei.
Reabra-me...! Disseca-me...!
E depois... Fecha-me...!
Com teu amor... para sempre...!
Dentro de mim...
De Hyppólito (Elsio Poeta)
Poema escrito nos anos 90

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