Homens de toga, de obscuros
intentos...
sois sim a materialidade do mal.
Há em vossos olhos o rubor
sanguinolento
das faces esculpidas em templos de Baal.
Homens de Toga, de sombrias almas...
onipotentes na prepotência inerente
ao mau-caratismo.
Vossos desmandos causam danos, causam
traumas...
arquétipos da insensatez, simulacros
vis do humanismo.
Homens de Toga, ímprobos, tiranos de
caquéticos desígnios...
onipresentes em tudo que corrompe, em
tudo que suborna.
Sois guardiães inexoráveis das
falcatruas, dos latrocínios,
representais tudo que é fétido, tudo
que transtorna.
Homens de Toga, párias nauseabundos
e saltitantes...
seres abjetos que se enraizaram no
poder e na cobiça,
quem vos deu, seres da banalidade
circunstantes,
o direito de sem direito usurparem a
Justiça?!
Homens de Toga, déspotas soberbos da
maldade...
abrigados na intocabilidade de
vosso torpe casuísmo,
vão delegando aos asseclas vis de
vossa iniquidade
a sordidez malsã e destrutiva do cinismo.
Homens de Toga, déspotas insanos,
parvos, estultos...
estátuas de sal, pavilhões estúpidos
da onisciência.
Secareis como a figueira que não deu
fruto,
pela torpeza vil da vossa jurisprudência.
De Hyppólito (Elsio Poeta)
Poema escrito em 2022

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