Paul Diel, O Simbolismo na Mitologia Grega, p. 51
“Nunca te
arrependas da tua queda, ó Ícaro do voo destemido, pois a maior tragédia de
todas é nunca sentir a luz ardente.”
Oscar Wilde
“Dédalo
construiu o labirinto e depois deu asas de cera ao filho. Assim é o intelecto
humano: cria a prisão e oferece a ilusão de fuga.”
“O sol não castiga a ambição — ele apenas revela a fragilidade das asas.”
Qual será o sentido
oculto neste labirinto?
para onde irá o
homem,
aprisionado em seu
próprio instinto?
Aonde achará a saída desta
prisão,
com o pensamento
ofuscado
pelo sentimento e
pela emoção?
“Asas de cera não
vão, no céu, te sustentar,
há um mar imenso e
ciumento a te mirar…”
Seriam essas asas um
meio perfeito de elevação?
Que “Dédalo” hediondo
arquitetou para ti esta prisão,
dando-te asas de cera
para fugir de meandros vis,
calabouços frios,
enigmáticos e sutis?
Perdeste em
afetividades a tua mera lucidez,
elevando teus
propósitos à pura insensatez,
em tua insanidade,
quiseste o céu do mundo,
e o inferno foi se
abrindo mais profundo…
“Asas de cera não
vão, no céu, te sustentar,
há um imenso deserto
a te atrair, a te chamar…”
Teu intelecto é o “Dédalo”
construtor desta prisão,
deu-te para dela
fugir as inúteis asas da ilusão
que a alma humana,
eternamente, vivem a elevar,
a amplidões
impossíveis de se alcançar…
“Asas de cera não
vão, no céu, te sustentar,
há um imenso pântano,
hediondo e tenso,
silenciosamente negro…
a te atrair, a te aguardar…”
De Hyppólito (Elsio Poeta)
Poema escrito em 2005

2 comentários:
Excelente texto 👽👽
Que bom que vc gostou...
Obrigado pelo comentário.
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